Kuri ha Akaé Oyi

A Araucária e a Gralha Azul

"Kuri ha akaé oyi" é um curta-metragem animado encantador, baseado em lendas indígenas, que narra a história da relação especial entre a araucária e a gralha azul. Nessa emocionante trama, dois jovens de tribos diferentes se apaixonam e, como resultado da sua interação, se transformam na araucária e na gralha-azul. Através de uma animação detalhada e cuidadosa, somos transportados para um mundo mágico onde a natureza ganha vida. Esse filme nos convida a refletir sobre a importância da preservação ambiental e a valorização das espécies em harmonia. "Kuri ha akaé oyi" é uma obra que encanta e inspira, deixando uma mensagem poderosa sobre a beleza e fragilidade do nosso ecossistema.

ROTEIRO 

Descobrimos duas variações fascinantes da lenda da araucária e da gralha azul. Uma delas é mais simples e conta a história da corajosa gralha que plantava as sementes do pinhão para proteger a araucária. A outra é mais mágica e complexa, envolvendo dois jovens de povos originários e tribos rivais que se apaixonam após um ataque de uma onça. Após esse incrível encontro, eles se transformam em árvore e pássaro. Inspirados por essas lendas únicas, decidimos reunir os elementos de ambas para criar uma história mágica e inspiradora.

PESQUISA E DESENVOLVIMENTO

Fomento 

Com o roteiro em mãos, elaboramos o projeto no programa municipal de incentivo à cultura de Londrina (PROMIC), em parceria com a Agência Nacional de Cinema (ANCINE). Através dessa iniciativa de incentivo, conseguimos contratar mais profissionais para o desenvolvimento da obra. Essa oportunidade nos permitiu ampliar a equipe e contar com talentos adicionais para transformar nossa ideia em realidade. Estamos muito gratos por essa parceria, pois sabemos que teremos recursos e suporte necessários para criar uma obra de qualidade. O apoio do PROMIC e da ANCINE é essencial para o fortalecimento do cenário cultural da cidade e para a promoção do audiovisual brasileiro.

Bright living room with modern inventory
Bright living room with modern inventory

...e mais pesquisa!

Por tratar-se de lendas antigas, ficamos instigados a pesquisar como era o comportamento dos povos originários. Em meio às pesquisas de vários povos e costumes, encontramos o material sobre o povo Xetá que integra o acervo do Museu Paranaense. O material foi produzido por Vladimir Kozak na década de 1950. Na época, o povo Xetá foi tratado como nômades primitivos vivendo em meio à "sociedade moderna". O material encontrado possibilita uma maior compreensão da cultura e do modo de vida desses povos antigos. Os estudos sobre os povos originários são de extrema importância para a preservação da história e para a valorização da diversidade cultural, e deveriam corroborar com mais ações de preservação destas "culturas diferentes". O Museu Paranaense desempenha um papel fundamental nesse processo, ao guardar e disponibilizar esses registros históricos para o público.

Kozak e um índio Xetá - Acervo do Museu Paranaense

Inspiração

O material produzido por Kozak e a história do povo Xetá nos inspiraram bastante. Apesar disso, optamos por criar um universo à parte, sem retratar nenhum povo específico. No entanto, diversas cenas e hábitos foram inspirados nas fotos e vídeos que encontramos.
A seguir, apresentamos algumas fotos dos Xetás e cena do storyboard e como ficou a cena no filme.

Foto
Storyboard
Cena Filme

Utilizavam tocos de madeira para evitar rolar para cima da fogueira enquanto dormiam.

Eles carregavam caça e balaios pendurados na cabeça.

Usavam pilão rústico para mascerar ervas e fazer armadilhas.

Pisavam na cabeça para aliviar dores.

O SOM DO FILME

Como se trata de uma história antiga, a trilha sonora foi cuidadosamente composta e elaborada com o conceito de usar instrumentos primitivos. Os músicos utilizaram chocalhos feitos com sementes de flamboyant, flautas feitas de bambu, digeridoo, kalimba, berimbau, tambor falante e até mesmo uma cadeira de madeira tocada como uma txalaparta. Esses instrumentos exóticos dão um toque autêntico à música e transportam o ouvinte para os tempos antigos. Cada som foi cuidadosamente escolhido para retratar a atmosfera e as emoções da história, proporcionando uma experiência sonora única e envolvente. A trilha sonora se torna uma parte essencial da narrativa, e para proporcionar vida e profundidade a cada cena, gravamos ambiências sonoras no Parque Estadual Mata dos Godoy e no distrito de São Luiz, em diferentes momentos do dia.

a musical instrument with a wooden frame and a wooden instrument
a musical instrument with a wooden frame and a wooden instrument

MAKING OF

Março de 2020, único encontro presencial entre os integrantes do projeto. Depois disso, com a pandemia foi realmente complicado reunir e trabalhar. #fiqueemcasa

Izabel Tiemi, Artur Duarte, Dilan Gama, Paulo Quinhone, Giovani T. Viecili , Lucas Pulin e William Santini. #trabalhoremoto

Já ouviu falar em animatic?

O animatic, para simplificar, é uma espécie de storyboard animado. Imagine um storyboard, que são sequências de imagens que contam a história quadro a quadro, só que com movimento. Então, com o primeiro storyboard fizemos um animatic desanimado.    

Há pouco material de divulgação de processos de animação. Apreciamos making of e porcessos de trabalho e por isso entendemos que é bom compartilhar o material produzido. Enfim,  primeiro storyboard e animatic tinha cenas em deslocamentos de diagonais, a equipe decidiu que seria melhor simplificar os enquadramentos e animações. Por isso, criamos um novo storyboard e animatic.     

Neste momento, já tínhamos definido várias coisas, mas um pouco antes disso, inspirados pelo material do Kozak, Artur Duarte criou a primeira versão do personagem Kuri. Nós adoramos, mas naquela época achamos que ele era muito agressivo e, com o objetivo de alcançar um público mais jovem, optamos por criar outro personagem mais suave e lúdico seguindo as formas criadas pelo o Dilan Gama para o segundo storyboard.  

Criar um desenho animado é um desafio fascinante, pois é preciso compreender tanto o desenho em si quanto o movimento. Para alcançar esse objetivo, tivemos que estudar detalhadamente o movimento dos seres humanos, dos pássaros e até mesmo as fases de crescimento da araucária. Ao todo temos 50 cenários criados.  Estudos de textura com a terra vermelha de Londrina. Cada elemento se tornou uma peça fundamental para a animação ganhar vida e transmitir uma história cativante. Investimos tempo e dedicação nesse processo de aprendizado, pois sabíamos da importância de capturar com precisão cada movimento, cada detalhe. O resultado final nos enche de orgulho, pois conseguimos criar um desenho animado único, cheio de fluidez e autenticidade.

Festivais

O filme continua sendo exibido em festivais de cinema e mostras itinerantes, a performance foi premiada e pelo público no Festival Kinoarte de Cinema/2022 e menção honrosa pelo Filmambiente/2022.

Cine Solarzinho
Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis
30 Mummia
Flickers' Rhode Island Internacional Film Festival
Festival Guarnicê de Cinema Festival Curta-SE
Meca - Mostra Encantos de Cinema Ambiental
Mica- Mostra itinerante de Cinema Ambiental
Mostra Pajeú de Cinema
Cine Kombi Clube
Semana Nacional de Museus-2023

Quer exibir o filme? Entre em contato com a gente!
contato@amaifotografia.com.br

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